ESTRELA GUIA NF: REFLETINDO *SABER INTERIORIZAR-SE VISUALIZANDO A REALIDADE*II

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REFLETINDO *SABER INTERIORIZAR-SE VISUALIZANDO A REALIDADE*II


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Refletindo, interiorização e realidade (parte II

As tendências ao relaxamento e ao menor esforço,
inerentes ao processo da evolução pelo trânsito
nas fases anteriores, dificultam os
procedimentos iluminativos imprescindíveis.

Na excursão ao mundo objetivo o ser adquire
conhecimentos intelectuais e experiências vivas
das realizações humanas; no entanto, apenas no
esforço de interiorização conseguirá
identificar- se com os objetivos essenciais da
sua realidade, harmonizando- se.

Adquirir a consciência plena da finalidade da
existência na Terra constitui a meta máxima
da luta inteligente do ser.

O Evangelho refere que Jesus asseverou,
conforme as anotações de Mateus, no capítulo
seis, versículos vinte e dois e vinte e três:
a candeia do corpo são os olhos.

Se estes, pois, forem simples, todo o teu
corpo fiará luminoso; mas se forem maus, todo
o teu corpo ficará às escuras. Se, portanto,
a luz que há em ti são trevas, quão densas são
as trevas!

Nessa figura admirável, o Psicoterapeuta por
excelência estabeleceu a essencialidade da
vida nos olhos, encarregados da visão, a fim
de que, despretensiosos dos aparatos
transitórios do mundo, mergulhem na luz
interior, de modo que tudo se faça claridade.

O reino da luz é interno, sendo imperioso
penetrá-lo, para que as trevas da ignorância
não predominem, densas e perturbadoras.

Os olhos espirituais - a mente lúcida - são
a chama que desce ao abismo da individualidade
para iluminar os meandros sombrios das
experiências passadas, que deixaram marcas
psicológicas profundas, ora ressumando de
forma negativa no comportamento do ser.

Insatisfação, angústia, fixações perturbadoras
são o saldo das vivências perniciosas, cujas
ações deletérias não foram digeridas pela
consciência e permanecem pesando-lhe na
economia emocional.

Manifestam-se como irritabilidade, mal-estar
para consigo mesmo, desinteresse pela vida,
idéias autodestrutivas, em mecanismos de
doentia expressão, formando quadros
psicossomatológicos degenerativos.

Quaisquer terapias, para fazê-los cessar,
terão que alcançar-lhes as raízes, a fim de
extirpá-las, liberando os núcleos lesados do
psiquismo e restaurando- lhes a harmonia
vibratória ora afetada.

Trata-se de uma experiência urgente quão
desagradável nas primeiras etapas, porquanto,
a exemplo de outros exercícios físicos,
causam cansaço e desânimo, resultantes da
falta desse hábito salutar, até que, vencida
essa primeira fase, comecem a produzir leveza
e rapidez de raciocínio, lucidez espiritual
e inefável bem-estar.

Cada vez que é vencido um patamar e superados
os impedimentos castradores e de culpa,
mais amplas possibilidades se apresentam,
liberando o indivíduo dos conflitos habituais
e equipando-o de legítimas alegrias.

A vida se lhe torna ideal, e a morte não se
afigura desagradável, por vivenciá-la nos
estados de meditação, sentindo-se o mesmo no
corpo ou fora dele.

Interiorizar- se cada vez mais, sem perder o
contato com o mundo físico e social, deve ser
a proposta equilibrada de quem deseja realizar-
se no encontro com os valores legítimos da
existência.

Podemos considerar que esse tentame leva o
experimentador do mundo irreal - o físico -
para o real - o transpessoal - gerador e
causal de todas as coisas.
[Joanna de Ângelis]
[Divaldo Franco]
[Autodescobrimento]
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